28/09/16

Responsáveis pelos bombardeamentos «terão de prestar contas diante de Deus»

Francisco fala em «notícias dramáticas» que chegam de Alepo e pede proteção para população civil


Cidade do Vaticano, 28 set 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco lançou hoje um apelo à proteção da população civil na cidade síria de Alepo, palco de confrontos entre as forças governamentais e movimentos rebeldes, e apontou o dedo aos responsáveis pelos bombardeamentos.


“Apelo à consciência dos responsáveis pelos bombardeamentos, que terão de prestar contas diante de Deus”, disse, no Vaticano, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a audiência pública semanal.


Francisco manifestou “profunda dor e grande preocupação por tudo o que acontece nesta cidade, já martirizada, onde morrem crianças, idosos, doentes, jovens, velhos, todos”.


“Renovo a todos o apelo para que comprometam com todas as forças na proteção dos civis, como obrigação imperativa e urgente”, prosseguiu.


Pelo menos 115 pessoas, sobretudo civis, morreram devido aos bombardeamentos sírios e russos sobre a parte oriental de Alepo, segundo o Observatório sírio para os Direitos Humanos, na sequência de uma operação que o exército de Bashar al-Assad lançou para recuperar aquela área, controlada por rebeldes.


“O meu pensamento vira-se de novo para a amada e martirizada Síria. Continuam a chegar-me notícias dramáticas sobre o destino das populações de Alepo, às quais me sinto unido no sofrimento, através da oração e da proximidade espiritual”, referiu o Papa.


Centenas de crianças de Alepo, cristãs e muçulmanas, vão reunir-se em oração a 6 de outubro, para pedir o fim da violência, informou o arcebispo católico-arménio de Alepo, D. Boutros Marayati.


A iniciativa, lançado pelos padres franciscanos, envolverá principalmente crianças em idade escolar.


Segundo as Nações Unidas, 275 mil sírios estão sem poder sair do leste de Alepo, onde a ajuda humanitária está a acabar.


O representante diplomático do Papa na Síria, D. Mario Zenari, disse à Rádio Vaticano que as “consequências mais terríveis deste conflito” têm atingido população civil, sobretudo os menores.


“Esta situação precisa acabar. Infelizmente é um conflito em que não são respeitadas as normas do direito humanitário internacional, as mais elementares, como a proteção dos civis”, lamentou o núncio apostólico em Damasco.


Em relação ao “cerco” de Alepo, o responsável fala numa “situação inaceitável”.


“É uma vergonha para a comunidade internacional que não se consiga proteger um número tão elevado de pessoas, esta comunidade indefesa: estas 270 mil, ou quantos forem, não são todos terroristas, a maioria é população civil, isto é, mulheres, crianças, idosos”, denuncia.


OC



Responsáveis pelos bombardeamentos «terão de prestar contas diante de Deus»

27/09/16

Bispos católicos e anglicanos em Roma para celebrar 50 anos de diálogo

 domtotal.com


Peregrinação vai de Canterbury a Romo e culmina com celebração entre Primaz Anglicano e o Papa.


Peregrinação vai de Canterbury a Romo e culmina com celebração entre Primaz Anglicano e o Papa.


Cidade do Vaticano, 27 set  – Trinta e seis bispos – representando as comunidades católicas e anglicanas de todo o mundo – farão juntos uma peregrinação, inicialmente a Canterbury e depois a Roma, para celebrar os 50 anos de diálogo oficial entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana, iniciado oficialmente em 1966 com a “Declaração Comum” assinada por Paulo VI e pelo então Arcebispo de Canterbury, Michael Ramsey.


A iniciativa é uma promoção da Iarcuum (International Anglican-Roman Catholic Commission for Unity and Mission)  a Comissão Internacional pela Unidade e a Missão instituída no ano 2000, como ponto de referência pastoral no diálogo entre Roma e Canterbury, e atualmente presidida pelo Arcebispo católico de Regina (Canadá) Dom Donald Bolen e pelo Bispo anglicano Dom David Hamid.


Serão precisamente os bispos que fazem parte deste organismo oficial – e que virão em duplas de 18 diferentes países – que tomarão parte da peregrinação que culminará, na tarde de 5 de outubro em Roma, com uma liturgia presidida pelo Papa Francisco e pelo Primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby. Os prelados chegarão juntos a Roma, vindos de Canterbury, depois de terem lá vivido um primeiro momento comum, naquela por eles definida como “um itinerário de novos passos, numa antiga peregrinação”.


A partir de sexta-feira, portanto, a IARCUUM estará reunida na Grã Bretanha para tratar do caminho percorrido nestes cinquenta anos e – em particular – do documento “Crescer juntos na unidade e na missão”, o texto em que, em 2007, católicos e anglicanos resumiram os frutos e os novos desafios abertos pelo diálogo teológico entre as duas comunidades.


Também em Canterbury a peregrinação viverá o seu primeiro forte momento celebrativo com a peregrinação ao túmulo de São Tomás Becket, mesmo local onde em 1982 João Paulo II e o então Arcebispo Robert Runcie rezaram juntos, naquela que foi uma pedra fundamental na história recente das relações entre católicos e anglicanos.


História de um diálogo iniciado, na realidade, já em 1960, com o primeiro encontro entre um Papa, João XXIII, e um Primaz anglicano, Geoffrey Francis Fisher. Naquela ocasião, porém, tratou-se de uma visita de caráter privado.


Para se chegar a um encontro oficial, foi necessário esperar até 24 de março de 1966, quando Paulo VI e o Arcebispo Ramsey assinaram pela primeira vez uma Declaração Comum.


Desde então – por meio do ARCIC, organismo de debate teológico entre as duas Confissões – chegou-se à elaboração de numerosos documentos comuns sobre temas como a Eucaristia, o Ministério Ordenado, Maria, a eclesiologia.


Mas, sobretudo, fez crescer as relações fraternas entre Roma e Canterbury  os repetidos encontros entre os Pontífices e os Primazes anglicanos (o últimos há poucos dias, em Assis). Isto, apesar dos desgastes criados pelas divisões também sobre questões novas, como o tema do sacerdócio feminino, ordenação de bispos mulheres, ou a homossexualidade.


A peregrinação comum quer ser, portanto, uma ocasião para relançar este diálogo sobretudo a nível pastoral. Os Bispos chegarão em Roma no dia 3 de outubro, peregrinando ao túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo.


O dia 5 de outubro será aberto por um Simpósio acadêmico na Pontifícia Universidade Gregoriana. Mas o momento mais importante terá lugar na Igreja São Gregorio al Celio, a igreja romana que teve como Prior o monge Agostinho, quando em 595 foi enviado pelo Papa Gregório a evangelizar as populações anglo-saxônicas.


Precisamente ali o Papa Francisco e o Arcebispo Justin Welby rezarão juntos, presidindo um rito durante o qual aos Bispos presentes será confiado  o mandato de dar prosseguimento ao diálogo na vida cotidiana das próprias comunidades.


Na Igreja Católica e na Comunhão Anglicana, Agostinho é venerado como um santo, um proeminente Doutor da Igreja e o Patrono dos agostinianos. Sua festa é celebrada no dia de sua morte, 28 de agosto. Muitos protestantes, especialmente os calvinistas, consideram Agostinho como um dos “pais teológicos” da Reforma Protestante por causa de suas doutrinas sobre a salvação e graça divina.


SIR



Bispos católicos e anglicanos em Roma para celebrar 50 anos de diálogo

Papa: vencer a desolação espiritual com a oração

Rádio Vaticana




Terça-feira, 27 de setembro, Missa em Santa Marta com o Papa Francisco: “O que acontece no nosso coração quando somos tomados por uma ‘desolação espiritual?’ ” – esta foi a pergunta que norteou a homilia de Francisco centrada na figura de Job.


O Papa sublinhou a importância do silêncio e da oração para vencer os momentos mais sombrios. Neste dia de São Vicente de Paulo, o Papa ofereceu a sua missa pelas Irmãs Vicentinas Filhas da Caridade, que trabalham na Casa de Santa Marta.  


Na sua homilia o Santo Padre recordou que Job estava com problemas: “tinha perdido tudo”. A primeira leitura proposta pela liturgia do dia apresenta um Job despojado de todos os seus bens incluindo dos seus filhos. E Job desabafa com Deus pois vive uma desolação espiritual, o desabafo de um filho com o seu pai – afirmou o Papa Francisco:


“A desolação espiritual é uma coisa que acontece com todos nós: pode ser mais forte ou mais fraca…mas é uma condição da alma obscura, sem esperança, desconfiada, sem vontade de viver, que não vê a luz ao fim do túnel, que tem agitação no coração e nas ideias… A desolação espiritual faz-nos sentir como se a nossa alma fosse ‘achatada’: quando não consegue, não quer viver: ‘A morte é melhor!’, desabafa Job. Melhor morrer do que viver assim’. E nós devemos entender quando o nosso espírito está neste estado de tristeza geral, quando ficamos quase sem respiração. Acontece com todos nós, e temos que compreender o que se passa no nosso coração.”


E é aqui que surge uma questão que Francisco apresentou: o que devemos fazer quando vivemos nestes momentos escuros tais como uma tragédia familiar, uma doença, algo que nos leva ‘para baixo’? Engolir comprimidos ou beber dois ou três golinhos não é solução e não ajuda. A resposta – disse o Papa – é-nos dada pelo Salmo 87 onde se lê: “Chegue a ti a minha prece, Senhor”. A solução é rezar – disse o Santo Padre – rezar com força, como disse Job: gritar dia e noite até que Deus escute.


O Livro de Job fala também do silêncio dos amigos. Diante de uma pessoa que sofre – disse o Papa – “as palavras podem ferir”. O que conta é a proximidade – afirmou o Papa Francisco:


“Em primeiro lugar, reconhecer em nós os momentos de desolação espiritual, quando estamos no escuro, sem esperança, e nos perguntamos porquê? Em segundo lugar, rezar ao Senhor, como na liturgia de hoje, com este Salmo 87 que nos ensina a rezar, no momento de escuridão. ‘Chegue a Ti a minha oração, Senhor’. E em terceiro lugar, quando me aproximo de uma pessoa que sofre, seja por doença, seja por qualquer sofrimento, mas que está na desolação completa: silêncio; mas silêncio com tanto amor, proximidade, carícias. E não fazer discursos que, afinal, podem não ajudar e fazer-lhe mal.”


Na conclusão da sua homilia, o Papa Francisco pediu ao Senhor para que nos conceda três graças: “a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos submetidos a este estado de desolação espiritual, e também a graça de saber acolher as pessoas que passam por momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual”.


(RS)


(from Vatican Radio)



Papa: vencer a desolação espiritual com a oração

Crianças sírias rezarão juntas pela paz

A iniciativa é dos padres Franciscanos; as crianças também assinarão um apelo para pedir aos líderes políticos que coloquem fim aos massacres em Aleppo


Da Redação, com Rádio Vaticano


Centenas de crianças cristãs e muçulmanas de Aleppo, se reunirão no dia 6 de outubro, para pedir com as suas orações que se coloque fim a violência na cidade e em toda a Síria.


A iniciativa, lançada pelos padres Franciscanos, envolverá principalmente crianças em idade escolar. Elas também assinarão um apelo para pedir aos líderes políticos que coloquem fim aos massacres que atingem com particular crueldade os mais pequenos e indefesos, que em todas as guerras são os mais vulneráveis.


“Mas acima de tudo, rezarão. Rezarão por todos os seus coetâneos. E confiamos no fato que a oração das crianças é mais poderosa do que a nossa”, disse o Arcebispo católico-armênio de Aleppo, Boutros Marayati.


Os bombardeios e massacres de civis nos últimos dias, expressam o fim da trégua frágil e parcial proclamada menos de duas semanas atrás. 


Os 15 países-membros do Conselho de Segurança realizaram uma sessão de emergência neste domingo, 25. Segundo as Nações Unidas, 275 mil sírios estão sem poder sair do leste de Alepo, onde a ajuda humanitária está acabando.



Crianças sírias rezarão juntas pela paz

Carros usados pelo Papa na JMJ são leiloados em prol dos refugiados

Os três carros usados pelo Papa na JMJ estão sendo leiloados pela Cáritas polonesa até o dia 9 de outubro


Da redação, com Rádio Vaticano


Os três carros VW Golf azul escuro, com placas "K1 POPE", "K2 POPE" e "K3 POPE", têm certificados que especificam o percurso feito com o Papa Francisco a bordo / Foto: Cáritas Polônia

Os três carros VW Golf azul escuro, com placas “K1 POPE”, “K2 POPE” e “K3 POPE”, têm certificados que especificam o percurso feito com o Papa Francisco a bordo / Foto: Cáritas Polônia



Três automóveis utilizados pelo Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada em julho na Polônia, estão sendo leiloados pela Caritas polonesa para financiar a compra de uma clínica móvel para refugiados sírios no Líbano.


Segundo a responsável da Caritas, Agnieszka Homan, este é o desejo do Santo Padre.


Os três carros VW Golf azul escuro, com placas “K1 POPE”, “K2 POPE” e “K3 POPE”, têm certificados que especificam o percurso feito com o Papa Francisco a bordo.


O carro empregado para o trajeto de Cracóvia (sul) ao Santuário Jasna Gora, em Czestochowa, é o que mais suscita interesse entre os participantes do leilão on-line.


Seu preço alcançou rapidamente 30.100 slots (7.800 dólares) desde que foi colocado à venda, na manhã desta segunda-feira, 26. A venda prossegue até domingo, 9 de outubro.


Para participar do leilão, basta acessar o site: http://charytatywni.allegro.pl/listing?sellerId=44104246 , fazer login ou criar uma conta de usuário e fazer o lance.


Papa sensibilizou os jovens para a questão dos refugiados


Durante a JMJ, que reuniu milhares de jovens católicos na Polônia, entre os dias 27 a 31 de julho deste ano, o Papa Francisco fez um chamado para ajudar “os que sofrem com a guerra e a fome”, referindo-se aos refugiados.


A Caritas-Polônia, organização da Igreja católica, já vendeu vários presentes recebidos pelo Pontífice durante a JMJ, entre eles um par de sapatos adquirido por 28.000 slots (quase 7.300 dólares), informou Agnieszka Homan.



Carros usados pelo Papa na JMJ são leiloados em prol dos refugiados