22/11/16

Papa confirmou a D. Manuel Clemente que só vai a Fátima em maio de 2017

Cardeal-patriarca falou este domingo com Francisco, no Vaticano, onde a viagem está a ser planeada utilizando a base aérea de Monte Real para a chegada da comitiva


Lisboa, 22 nov 2016 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa disse esta segunda-feira à Agência ECCLESIA que o Papa deseja ir “só a Fátima” em maio de 2017 e que Francisco deverá aterrar na base aérea de Monte Real, em Leiria.

“Eu quero ir a Fátima, só a Fátima, ver a Senhora”, disse o Papa Francisco a D. Manuel Clemente, este domingo, no Vaticano


Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, “com certeza que o Papa gosta de Portugal como gosta de todos os povos do mundo, mas ele quer é ir a Fátima, só a Fátima”, sublinhou.


D. Manuel Clemente disse ainda que o Vaticano está a planear a viagem do Papa sem passar por Lisboa, mas prevendo que o Papa chegue a Portugal através da base aérea de Monte Real, em Leiria.


“Ouvi falar disso como combinação”, disse D. Manuel Clemente, adiantando que “se o Papa não vier a Lisboa, vai Lisboa a Fátima”.


A confirmar-se a deslocação do Papa a Portugal, nos dias 12 e 13 de maio de 2017, Francisco vai repetir o roteiro de Paulo VI, quando visitou o Santuário de Fátima no dia 13 de maio de 1967 para celebrar os 50 anos das Aparições, que aterrou na base aérea de Monte Real.


O Papa Francisco disse aos bispos de Portugal, em setembro de 2015, que desejava estar em Fátima na peregrinação que assinala do centenário das Aparições, em maio de 2016.


Francisco será o quarto Papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI (13 de maio de 1967), João Paulo II (12-15 de maio de 1982; 10-13 de maio de 1991; 12-13 de maio de 2000) e Bento XVI (11-14 de maio de 2010).


São João Paulo II cumpriu ainda uma escala técnica no Aeroporto de Lisboa (2 de março de 1983), a caminho da América Central.


CB/PR


 


Papa confirmou a D. Manuel Clemente que só vai a Fátima em maio de 2017

21/11/16

Hospital infantil apresenta Pokémon GO para motivar os pacientes a se divertir fora do leito

Um hospital infantil de Michigan, nos Estados Unidos, está mudando a realidade de seus pacientes ao introduzir na rotina deles uma nova atividade. A equipe do C.S. Mott Children’s Hospital apresentou às crianças Pokémon Go, e atingiu dois grandes objetivos com a novidade: fez os pequenos saírem de seus leitos e começarem a interagir entre si.


A iniciativa mudou completamente a dinâmica entre os pacientes. Eles, inclusive têm se ajudado, tirando fotos uns dos outros com os pokémons. Para eles o aplicativo está levando pacientes a saírem de seus leitos e se locomoverem por aí.


Um dos pacientes, Braylon, de 11 anos, recentemente baixou o aplicativo e começou a usar no hospital, onde o menino recebe tratamento para um tumor cerebral inoperável.


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Aleteia



Hospital infantil apresenta Pokémon GO para motivar os pacientes a se divertir fora do leito

O clamor da humanidade

Padre Geovane Saraiva*


Eis nossa simples e humilde reflexão, de cunho pastoral e com a intenção de contribuir, diante do clamoroso gemido de dor da humanidade, manifestado numa sociedade pouca organizada e adormecida  ao sonho do nosso bom Deus, por um mundo de harmonia, esperança e de paz. O projeto de São Francisco de Assis, levando adiante pelo Papa Francisco, vemo-lo transformado em realidade, num espírito de total abertura e permanente esforço em favor da solidariedade, da paz e da concórdia no mundo. O Sumo Pontífice deixou claro que a verdadeira segurança das pessoas e do mundo como um todo passa pela misericórdia, voltando-se ao essencial, ao coração da Evangelho, que é a misericórdia.


A missão que Jesus  recebeu, em total fidelidade ao Pai, foi de abraçar a cruz. Podemos imaginar que a solenidade  de Cristo Rei, no último Domingo do Ano Litúrgico tenha o objetivo de fazer com que os cristãos percebem, com clareza sempre maior, num ambiente de reflexivo, silencioso e  contemplativo da face bondosa de Deus. Levados, evidentemente, a uma envolvente compreensão do serviço e da entrega, dentro do plano de salvação no Filho Deus.Resultado de imagem para “Misericordia et misera”


A proposta para os cristãos é para vivenciar o gesto mais elevado, quando Deus manifesta o desejo de salvar a humanidade, indicando-nos que o cerne da vida cristã consiste em uma insistente teimosia de fazer o seguimento de Jesus de Nazaré, na sonhada liberdade dos filhos de Deus. Consciente de seu indizível e insondável mistério de amor vai na direção de afastar a ilusão de um cristianismo fácil e sem Cruz. Também abraçar a cruz de todos os dias, sem jamais se esquecer de que sua forte simbologia é consequente, indicando-nos o caminho da paz, que segundo o Papa Francisco é “um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade”.


Que o nosso olhar seja sempre mais esperançoso, num Papa Francisco encantador, no convite feito às pessoas de boa vontade para que sejam sensíveis  ao clamor humano, eliminando o indiferentismo. Falou-nos, ao encerrar o Jubileu da Misericórdia (20/11/2016), de uma Igreja livre e pobre para anunciar a Misericórdia de Deus, defendendo-a, no sentido de melhor cumprir a sua missão, na contemplação do verdadeiro rosto do nosso Rei, aquele que brilha na Páscoa, entendida como acolhedora, livre, fiel, pobre de meios, mas rica no amor, missionária. Embora o Santo Padre fechasse a Porta Santa, disse com veemência que a Igreja continua sempre com a porta escancarada à verdadeira porta da misericórdia, que é o Coração de Cristo.


Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com



O clamor da humanidade

Igreja nunca pode «pôr condições à misericórdia» - Papa Francisco

Nova Carta apostólica sublinha importância de dar continuidade à dinâmica do Jubileu


Cidade do Vaticano, 21 nov 2016 (Ecclesia) – O Papa publicou hoje uma nova carta apostólica, um dia após o final do Ano Santo extraordinário, na qual defende que a Igreja Católica nunca pode “pôr condições” à misericórdia de Deus.

“Nada do que um pecador arrependido coloque diante da misericórdia de Deus pode ficar sem o abraço do seu perdão. É por este motivo que nenhum de nós pode pôr condições à misericórdia; esta permanece sempre um ato de gratuidade do Pai celeste, um amor incondicional e não merecido”, escreve Francisco, num documento intitulado ‘Misericórdia e mísera’.


O documento alerta para a necessidade de respeitar a “plena liberdade do amor” com que Deus entra na vida de cada pessoa e sublinha que “mesmo nos casos mais complexos”, onde há a tentação de fazer prevalecer uma justiça que deriva apenas das “normas” é preciso acreditar “na força que brota da graça divina”.


“Deus não põe qualquer barreira a quantos O procuram de coração arrependido, mas vai ao encontro de todos como um Pai”, insiste o Papa.


“Misericórdia e mísera” (Misericordia et misera), o título da carta apostólica, são as duas palavras que Santo Agostinho utiliza para descrever o encontro de Jesus com a adúltera, relatado pelos Evangelhos, recordando que esta, à luz da lei do seu tempo, poderia ser apedrejada até à morte.


O episódio é escolhido pelo pontífice argentino como a imagem do Jubileu da Misericórdia, que os católicos de todo o mundo viveram entre dezembro de 2015 e novembro deste ano, contestando uma visão centrada na “lei e a justiça legal”.


“Não há lei nem preceito que possa impedir a Deus de reabraçar o filho que regressa a Ele reconhecendo que errou, mas decidido a começar de novo. Deter-se apenas na lei equivale a invalidar a fé e a misericórdia divina”, refere o Papa.


Francisco considera que este ano santo foi um “um tempo rico em misericórdia”, uma dimensão que deve continuar a ser “celebrada e vivida”.


“A misericórdia não se pode reduzir a um parêntese na vida da Igreja, mas constitui a sua própria existência, que torna visível e palpável a verdade profunda do Evangelho. Tudo se revela na misericórdia; tudo se compendia no amor misericordioso do Pai”, explica.


O documento sublinha a importância do perdão e apresenta a misericórdia como uma “ação concreta” que, no amor e no ato de perdoar, consegue mudar vidas.


“Como é triste quando ficamos fechados em nós mesmos, incapazes de perdoar! Prevalecem o ressentimento, a ira, a vingança, tornando a vida infeliz e frustrando o jubiloso compromisso pela misericórdia”, adverte.


Após um “ano intenso”, o Papa aponta ao futuro, para sublinhar a necessidade de continuar a “celebrar a misericórdia”, a começar pela Liturgia e a oração, num “verdadeiro diálogo entre Deus e o seu povo”.


“Termina o Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração permanece sempre aberta de par em par”, pode ler-se.


A carta apostólica ‘Misericordia et misera’ foi assinada publicamente este domingo, na Praça de São Pedro, após o final da Missa que encerrou o Jubileu da Misericórdia, 29.º Ano Santo na história da Igreja Católica.


OC


 


Igreja nunca pode «pôr condições à misericórdia» - Papa Francisco

20/11/16

Papa pede «amor à vida» em qualquer situação e lamenta «crime horrendo» do aborto

Francisco recorda episódios vividos durante Ano Santo da Misericórdia


Cidade do Vaticano, 20 nov 2016 (Ecclesia) – O Papa mostrou-se impressionado com o “crime horrendo” do aborto, numa entrevista divulgada hoje pelo canal televisivo católico ‘Tv2000’, num balanço do Jubileu da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016), concluído esta manhã.


“Pensei no costume de mandar embora as crianças antes do seu nascimento, este crime horrendo: mandam-se fora porque é melhor assim, porque estás mais confortável; é uma responsabilidade grande – é um pecado gravíssimo, não? -, é uma responsabilidade grande”, disse Francisco.


Falando do “amor à vida, em qualquer situação”, a entrevista evoca um episódio particular, quando o Papa visitou de surpresa um serviço de neonatologia, no âmbito das chamadas ‘sextas-feiras da misericórdia’, quando se encontrou com uma mãe de trigémeos, nascidos prematuramente, que chorava pela morte de um dos seus filhos.


O pontífice argentino recordou também o encontro com uma vítima das redes de prostituição, que deu à luz na rua, durante o inverno, sozinha, perdendo a sua filha.


Francisco lamenta que os clientes não tenham noção de que, com o seu dinheiro, estavam a “ajudar os exploradores” destas mulheres.


O Papa manifesta ainda a sua preocupação com o abandono dos idosos, as guerras e os traficantes de armas, que descartam pessoas em função dos seus interesses.


Francisco propõe uma “revolução de ternura” num mundo em que se vive a “doença do descarte”, que fecha os corações, e disse que o Ano Santo extraordinário, convocado por si, foi “uma bênção do Senhor”.


Questionado sobre a relação entre misericórdia e justiça, o pontífice refere-se ao “problema da rigidez moral”, de quem se coloca no lugar de “juiz”, realçando que “em Deus, justiça e misericórdia são uma única coisa”, que não se podem separar.


Numa entrevista de cerca de 40 minutos, em que abordou a “idolatria” do dinheiro, a atenção com os mais pobres ou a pena de morte, o pontífice argentino responde ainda a questões pessoais e da vida quotidiana, como os seus telefonemas a presos, confessando “alergia aos aduladores”.


Francisco apresenta o sono e a oração como os seus remédios contra o stress e revela que reza sempre para manter o “sentido de humor”.


OC



Papa pede «amor à vida» em qualquer situação e lamenta «crime horrendo» do aborto