03/12/12

Quem sabe o Papa responde à sua pergunta...

Aguarde!! Dia 12 de dezembro, BentoXVI fará seus primeiros posts em seu twitter oficial - https://twitter.com/pontifex -, respondendo às perguntas enviadas à ele pela tag #askpontifex. Participe! 
Aguarde!!  Dia 12 de dezembro, BentoXVI fará seus primeiros posts em seu twitter oficial - https://twitter.com/pontifex -, respondendo às perguntas enviadas à ele pela tag #askpontifex. Participe! Quem sabe o Papa responde à sua pergunta...

Cláudio Cardeal Hummes presidiu missa em Fortaleza


No dia 2 de dezembro de 2012, padre Raimundo Nonato de Oliveira Neto, pároco da Matriz de São Vicente de Paulo, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, comemorou 25 anos de vida presbiteral, Jubileu de Prata, com a celebração da Santa Missa presidida pelo arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo – SP, Dom Claudio Cardeal Hummes, que também é prefeito emérito da Congregação para o Clero no Vaticano e presidente da Comissão para Amazônia. A Missa foi concelebrada pelo Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques e pelos bispos Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, Arcebispo de Teresina – PI, dom Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar Emérito de Fortaleza – CE, dom Manoel Edmilson da Cruz, Bispo Emérito de Limoeiro do Norte – CE, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Bispo auxiliar de Fortaleza – CE; Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, Bispo Auxiliar de Fortaleza – CE. Também estiveram presentes concelebrando os monsenhores João Jorge Corrêa Filho e Virgínio Asêncio Serpa – vigários gerais da Arquidiocese de Fortaleza, padres, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, amigos de outras paróquias, familiares e paroquianos de São Vicente de Paulo. A Igreja de São Vicente de Paulo ficou lotada.
A celebração contou também com dois corais, Arauto do Evangelho e Cantate Domino que animaram a Missa. O Cardeal Hummes  disse que estava muito feliz de ter vindo prestigiar os 25 anos de Vida Sacerdotal do amigo “Estou feliz de ter encontrado vários amigos em Fortaleza, sinto-me em casa e muito bem acolhido…”. No final padre Neto agradeceu a todos que estavam presentes. Após a missa aconteceu um almoço.
Durante os seus 25 Anos de Vida Sacerdotal padre Neto já passou por várias paróquias:
Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres – Caucaia;
Paróquia Santo Antônio – Capuan;
Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Conjunto Ceará;
Paróquia São José – Catedral Metropolitana;
Paróquia São Vicente de Paulo – Dionísio Torres.

A belíssima cidade de gramado - RS


                                     
    


 
Gramado  é um municipio brasileiro  do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na Serra gaúcha, mais precisamente na Região das Hortências,…. final de semana passado estive lá, e embora tenha quase congelado ( variáveis de 2 a 6 graus) foi um final de semana maravilhoso…um pouco louco, incontrolável, mas maravilhoso.
Ao combinar boas compras com gastronomia de primeira, Gramado mostra que não é destino de uma estação somente. É fato que durante o inverno a cidade fica ainda mais aconchegante, com direito a jantares à beira dalareira para espantar o frio que chega junto com as geadas e névoas. Entretanto, nas outras épocas do ano, há festas e eventos, além dos muitos restaurantes, do comércio da Avenida Borges de Medeiros sempre cheio denovidades e dos irresistíveis chocolates. De novembro a janeiro, a esmerada decoração natalina enche as ruas de cores e de brilho.
Para os amantes de chocolate, lá irão encontrar diversas lojas com muitos tipos de chocolates. E já aviso, preparem-se para um final de semana de “orgias alimentares”. Chocolate, Fondue, Galeto e o tão famoso café colonial.
Também tem diversos pontos turisticos a se visitar. Mini Mundo, Harley Motor Show, Mundo Encantado, Museu hollywood Dream Cars, Museu Medieval, Zoo de Gramado, Lago Negro e pro ai vai. Sâo muitas as opções de um final de semana M A R A V I L H O S O!!!!
Fui sozinha, mas da próxima vez, quero ir acompanhada, e bem acompanhada.
Fica a Dica!!!

3 Comentários to "Gramado – RS – Brasil"






A caridade é o único e o maior tesouro


Pe. Julio Lancellotti compartilhou a foto de Salve o Planeta.
Foto

São Francisco Xavier: a fé não tem fronteiras

Assessoria de Imprensa das POM
Nesta segunda-feira, 3 de dezembro de 2012, a Igreja no mundo celebra o Padroeiro das Missões, São Francisco Xavier. Ele foi beatificado em 25 de outubro de 1619 pelo papa Paulo V e canonizado pelo papa Gregório XV a 12 de março de 1622, simultaneamente com Santo Inácio de Loyola.
Espanhol de Navarra, Francisco nasceu no castelo de Xavier em 1506. Juntou-se ao grupo de São Inácio quando foi estudar em Paris, França. Co-fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas), foi um Missionário incansável que evangelizou na Índia, Indonésia e no Japão durante dez anos, convertendo muitos à fé. Foi à China, mas não pode entrar. A Igreja considera que Francisco seja o missionário que mais converteu pessoas ao Cristianismo desde o apóstolo São Paulo.
Ao longo de sua peregrinação missionária, Xavier escreveu várias cartas, nas quais ele narra os lugares que conheceu, e os desafios da Missão. "Viemos por povoações de cristãos que se converteram há uns oito anos. Nestes sítios não vivem portugueses, por a terra ser muitíssimo estéril e extremamente pobre. Os cristãos destes lugares, por não terem quem os instrua na nossa fé, somente sabem dizer que são cristãos".
Francisco também fazia apelos. "Muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras, por não haver quem se ocupe de tão santas obras. Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas".
Missões
A primeira ação missionária de São Francisco Xavier aconteceu no dia 20 de setembro de 1543, na costa oeste do sul da Índia, a norte de Cabo Comorim, local que os portugueses chamavam de Costa de Pescaria, onde a prática da pesca era muito popular. Essa prática não era bem aceita pela religião hindu. O cristianismo quando chegou ao lugar foi receptiva, pois além de aceitar a profissão tinha como um de seus símbolos o peixe, além de alguns de seus apóstolos que depois tornaram-se "pescadores de homens".
Em 1545 foi à portuguesa Malaca. Partiu dali para as ilhas de Amboino, onde permaneceu até meados de junho de 1546. Ainda no mesmo ano e em 1547, Francisco trabalhou nas ilhas Molucas, cavando os alicerces de uma missão permanente. Após partir da região, o seu trabalho foi continuado por outros missionários. Na década de 1590, já havia em torno de 50 e 60 mil católicos na região.
No ano de 1548, o missionário retorna à Índia onde passa os próximos 15 meses de sua vida. Alguns portugueses consideram que o seu estilo de vida não é cristão. Chegaram a querer impedir o seu trabalho missionário, então, ele decide ir para o sudeste. No ano seguinte visita Cantão na China. Foi acompanhado pelo padre Cosme Torres, Angiró, pelo irmão João Fernandes e por outros dois homens japoneses que estudaram em Goa.
Em julho de 1549 Francisco alcança o Japão. Este foi um dos países mais difíceis para o missionário conseguir explicar e implantar o Cristianismo. Xavier foi o primeiro jesuíta a ir lá em missão. A limitação foi a língua japonesa que era diferente de todas as outras que conhecia até então. Para ajudar, levou consigo algumas pinturas da Virgem Maria e da Virgem com Jesus. Os japoneses, no entanto, não se revelaram pessoas de fácil convencimento, mas com o tempo a missão de Francisco Xavier foi considerada frutuosa. Ele estabeleceu congregações em Hirado, Yamaguchi e Bungo e escreveu um livro em japonês sobre a criação do mundo e a vida de Cristo. Fica ali até 1551.
Mais uma vez na Índia
Em Goa, Xavier ocupa-se de enviar para as regiões da Índia grupos de novos jesuítas recém-chegados ao país com o objetivo de fundar missões. Ele também dirige o Colégio de São Paulo, em Goa, que formava catequistas e padres asiáticos, promovendo também a tradução de livros religiosos para as línguas locais.
São Francisco Xavier morreu em 3 de dezembro de 1552 tentando entrar cladestinamente na China.
As Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil contam com a colaboração do padre Sávio Corinaldesi, que pertence à Congregação dos Xaverianos, fundada pelo padre Guido Maria Conforti, canonizado no ano passado. Já foi secretário nacional da Infância e Adolescência Missionária (IAM), da Pontifícia União Missionária e agora é secretário da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo.
Oração
Senhor, que, pela pregação de São Francisco Xavier, chamastes muitos povos ao conhecimento do vosso nome, concedei a todos os cristãos o mesmo zelo pela propagação da fé, para que, em toda a terra, a santa Igreja se alegre com novos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Fonte: www.pom.org.br

Diversidade cultural no interior das Congregações

Alfredo J. Gonçalves *
O século XIX foi fecundo em Congregações religiosas, masculinas e femininas, com um caráter marcadamente apostólico. Muitas delas tiveram seu berço numa Europa fortemente convulsionada pela "era das revoluções" e a "era do capital" (Hobsbawn). O contexto febril e fabril do êxodo rural, das indústrias e das transformações socioeconômicas era propício a uma nova sensibilidade diante das condições sociais em que vivia grande parte da população. Sensibilidade que irá crescer como uma árvore com diversos ramos: socialismo (Marx e Engels), obras de caridade (Frederico Osanan) e as Congregações religiosas, apostolicamente preocupadas com determinados grupos ou situações sociais onde a vida estava mais ameaçada.
Essas novas Congregações são fundadas pelos chamados "santos sociais", homens e mulheres da Igreja Católica, que, com seu olhar pastoral voltado para os desafios do mundo moderno, podem ser considerados os precursores remotos do Concílio Ecumênico Vaticano II. Tal sensibilidade e tais obras encontrarão uma espécie de caixa de ressonância na carta encíclica Rerum Novarum, do papa Leão XIII, de 1891, documento inaugural da Doutrina Social da Igreja (DSI). Não é exagero afirmar que a DSI, como dimensão social da Boa Nova de Jesus Cristo, atualizada para os tempos modernos e contemporâneos, deve seu impulso inicial ao testemunho incasável dos fundadores e fundadoras desse novo estilo de vida religiosa: mística, comunitária e apostólica.
Além de serem originárias da Europa, as Congregações dessa época, por mais de um século, vieram renovando seus quadros com jovens, noviços e noviças, daquele continente ou de descendentes de europeus emigrados em outros países (Estados Unidos, Brasil, Argentina, Colômbia, México, Austrália, Chile, etc.). Os "canteiros de vocações", ainda que em novos países, tinham raízes na cultura europeia. Numa palavra, mesmo estendendo sua missão por todo o planeta, seguiam sendo Congregações eurocentralizadas. Pelo sangue ou pela formação, continuaram filhas do iluminismo, visão científica do mundo que acompanhou a Revulução Industrial, o nasscimento do liberalismo e da economia capitalista, com seus seus mais variados desdobramentos.
Desde algumas décadas, essas mesmas Congregações encontram-se numa encruzilhada de natureza étnica. Da mesma forma que mudou o rosto do mundo contemporâneo, hoje marcado pelo pluralismo cultural e religioso, também está mudando o rosto das Congregações. Seus membros adquirem novas cores, raças, línguas, costumes, valores e contravalores. As casas de formação ganham um colorido cada vez mais multi-étnico e pluri-cultural. Enquanto, por um lado, diminui sensivelmente o número de candidatos e candidatas de origem europeia, por outro, aumentam em proporção inversa as vocações de outras nacionalidades. Estas últimas, mais precisamente, chegam dos países do Terceiro Mundo, Ásia, África e América Latina, com destaque para México, Colômbia, Haiti, Filipinas, Indonésia, Vietnam, Angola, Moçambique, Congo, Cabo Verde, entre tantos outros.
Do ponto de vista evangélico da abertura ao "outro, estrangeiro e diferente", estamos diante de uma realidade mais rica, sem dúvida, mas igualmente mais desafiadora. De fato, as diferenças entre povos, nações e culturas não nos empobrecem, ao contrário, nos interpelam a um intercâmbio mútuo e enriquecedor. Mas esse intercâmbio tem exigências profundas de recíproca conversão e inculturação. Aqui, como lembra a Erga Migrantes Caritas Christi, "não basta a tolerância e a convivência pacífica, é preciso avançar para a escuta, a compreensão, o respeito e o diálogo". Trata-se de um passo lento, laborioso e não isento de contradições: o processo que vai da multi-culturalidade à inter-culturalidade. Os prefixos multi e inter representam, respectivamente, uma coexistência mais ou menos tolerável e um confronto sério que resulta num verdadeiro "diálogo de valores e de almas".
A complexidade do pluralismo hodierno requer, efetivamente, um passo adiante além da folclorização de culturas e costumes, tão comum e tão espetacularizada pelos meios de comunicação social. Empenhar-se para incorporar, por exemplo, as comidas típicas, as danças, as roupas ou as canções de determinado povo é válido, em princípio, mas o diálogo entre culturas é bem mais exigente. Deve-se passar das ondas aparentes e superficiais, muitas vezes enganosas, às correntes subterrâneas que, de fato, movem os povos. Em outras palavras, é preciso ultrapassar o caminho curto da imitação e do folclore, adotando o caminho longo do encontro profundo entre valores e contravalores. Este último, se e quando levado a sério, constitui um processo que purifica reciprocamente as culturas em confronto. A imitação superficial do outro pode converter-se numa via aberta ao diálogo, mas também pode bloqueá-lo, uma vez que, aparentando uma inculturação já realizada, dispensa ulteriores esforços para o verdadeiro encontro.
O termo em debate é esse: inculturação. E o grande desafio, frente ao pluralismo crescente no inteior das Congregações, é construir comunidades religiosas na heterogeneidade. Historicamente, as comunidades eram mais ou menos homogêneas em termos históricos, culturais, linguísticos e até territoriais. Os grupos heterogêneos trazem novos valores, sem dúvida, mas exigem um longo processo de intercâmbio, de respeito mútuo e de reconhecimento. Algumas casas de formação, por eemplo, possuem cinco, seis, sete e até mais nações reunidas. Abre-se um ambiente simultaneamente mais rico e diferenciado, mas também mais trabalhoso. Além da dificuldade que isso traz para os formados, nem sempre os formadores estão preparados para essa nova diversidade de pessoas, raças e costumes.
Ganha relevância a exigência de uma dupla inculturação. De un lado, o esforço de inculturar a Boa Nova de Jesus Cristo nas distintas raízes culturais de cada pessoa ou grupo que entra na Congregação; de ouro lado, enquanto Congregação, deixar-se permear pelos valores novos que nos aportam grupos e pessoas com outras experiências civilizacionais. A encruzilhada destes valores e contravalores diferentes, em última instância, é a comunidade religiosa. É ali que visões de mundo distintas podem se encontrar, confrontar, depurar-se e enriquecer-se mutuamente. De fato, o encontro ou reencontro na prática comunitária cotidiana constitui o terreno fértil para o crescimento recíproco, como também pode ser um terreno estéril, onde os grupos ou pessoas se fecham em guetos cerrados. Aqui a própria convivência em comunidade é o antídoto para a formação de guetos ou isolamento.
A abertura à diversidade étnica e cultural no interior das próprias Congregações é atualmente um grande desafio às famílias religiosas. Diante desse crescente pluralismo, expressões clássicas como "fidelidade criativa", "refundação e revitalização", "reencantamento do pprimeiro amor", "identidade e renovação da vida religiosa" e "volta às fontes" - adquirem uma nova impostação. Se a fidelidade ao carisma e à tradição da Congregação (tradição não em termos pejorativos, mas enquanto herança positiva) representa a continuidade ao legado do fundador ou funddadora, a criatividade deve abrir-se às novas formas de pensar e a novos valores culturais, o que implico, necessariamente, rupturas inevitáveis com a trajetória de cada família religiosa.
Está embutida aqui uma ruptura necessária com um racionalismo conceitual, seguindo uma rígida lógica científica, originário da concepção iluminista, que tem marcado nossas experiências até as últimas décadas. Nada contra a ciência e menos aindda contra a racionalidade. Ambas podem conviver com a religião e a vida religiosa. Fé e razão constituem duas dimensões complementares, jamais excludentes. Não se trata, portanto, de retornar ao obscurantismo medieval ou ao totalitarismo político, religioso ou ideológico, que tantas vítimas deixaram pelo caminho, mas de incorporar novas formas de viver, pensar, celebrar, festejar, etc.
Isso quer dizer que, sem deixar de lado o racionalismo científico, o grande desafio é ampliar a matriz teórica que está na base de nossas práticas, com novos elementos vindos, em especial, da antropologia cultural, da etnologia, da psicologia, da estética, da ecologia, e assim por diante. Nossa matriz teórica, predominantemente iluminista por vezes reduz a vida humana às dimensões política, econômica e social, quando não estritamente economicista. Hoje, em particular na sociedade dita pós-moderna, emergem outras dimensões do ser humano, o qual, por natureza, é um mistério insondável. Basta ver, por exemplo, a explosão do sagrado em plena sociedade contemporânea, onde imperam as leis da lógica e da matemática, as máquinas de todo tipo, a informática e o mercado total.
Em conclusão, o desafio da diversidade hodierna nos conduz à exigência de uma interculturação de mão dupla ou em duas vias: por parte das Congregações, trata-se de reler o carisma, renovando suas inspiração inicial no contexto pluriétnico das novas culturas. Por parte destas, rever os próprios valores a partir das interpelações do carisma continuamente atualizado. Por outro lado, ambas as partes devem nutrir-se nas fontes evangélicas, onde a água é mais cristalina.
* Alfredo J. Gonçalves, CS, é assessor das Pastorais Sociais e superior provincial dos missionários Carlistas.
Fonte: Alfredo J. Gonçalves / Revista Missões

A civilização do lixo. Entrevista especial com Maurício Waldman

IHU On-Line
"O Brasil vivencia nos últimos 20 anos uma escalada na desova de descartes de uma forma que não têm precedentes. Entre 1991 e 2000 a população brasileira cresceu 15,6%. Porém, o descarte de resíduos aumentou 49%. Sabe-se que em 2009 a população cresceu 1%, mas a produção de lixo cresceu 6%", constata o pesquisador.
"Admite-se que atualmente exista um descarte mundial de 30 bilhões de toneladas de resíduos por ano. Seria meritório advertir que os lixos já assumiram os contornos de uma calamidade civilizatória. Em termos mundiais, apenas a quantidade de refugos municipais coletados - estimada em 1,2 bilhões de toneladas - supera nos dias de hoje a produção global de aço, orçada em 1 bilhão de toneladas. Por sua vez, as cidades ejetam rejeitos - 2 bilhões de toneladas - que superam no mínimo em 20% a produção planetária de cereais, demonstrando que o mundo moderno gera mais refugo que carboidrato básico. Contudo, mesmo esta notável volumetria de resíduos parece não satisfazer a obsessão em maximizá-los. O resultado disso é uma autêntica cascata de lixos". Os dados impressionantes são trazidos pelo consultor ambiental Maurício Waldman, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line.
Maurício Waldman (foto) é escritor, professor universitário, pesquisador e consultor ambiental. Tem graduação em Sociologia, mestrado em Antropologia e doutorado em Geografia pela Universidade de São Paulo - USP. É pós-doutor pelo Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Atualmente desenvolve, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp, seu segundo pós-doutorado em Relações Internacionais, na FFLCH-USP. Foi chefe da coleta seletiva de lixo da capital paulista e coordenador do meio ambiente em São Bernardo do Campo. É autor e/ou coautor de 15 livros, um dos quais é Lixo: cenários e desafios (São Paulo: Cortez Editora, 2010).
Confira a entrevista.
IHU On-Line - De modo geral, como você define o problema do lixo na sociedade moderna?
Maurício Waldman - Há um problema mundial relacionado ao lixo que é inegável. Neste prisma, um dado que chama a atenção é fornecido pela literatura técnica relacionada com o tema. Admite-se que atualmente exista um descarte mundial de 30 bilhões de toneladas de resíduos por ano. Seria meritório advertir que os lixos já assumiram os contornos de uma calamidade civilizatória. Em termos mundiais, apenas a quantidade de refugos municipais coletados - estimada em 1,2 bilhões de toneladas - supera nos dias de hoje a produção global de aço, orçada em 1 bilhão de toneladas. Por sua vez, as cidades ejetam rejeitos - 2 bilhões de toneladas - que superam no mínimo em 20% a produção planetária de cereais, demonstrando que o mundo moderno gera mais refugo que carboidrato básico.

Índios Guarani Kaiowá no MS vivem em situação de campo de confinamento

 Cecília de Paiva, jornalista
Sem a terra garantida e reconhecida, não há 'Tekoha', o viver bem - modo de vida indígena. "Em Mato Grosso do Sul, o que se ouve são relatos de morte e cerceamento da liberdade". Os índios guarani kaiowá no MS vivem em situação "comparável a um campo de confinamento. Entre a mata ou à beira do rio, sem ter como ir e vir, chegar para falar de saúde ou educação é impensável, porque lá, estar livre é algo pró forma, só aparentemente. O direito mais básico é violado". Afirmações como essas foram feitas por integrantes da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, 6ª CCR, durante coletiva de imprensa dia 28 de novembro de 2012, em Campo Grande, MS, motivada por visitas a aldeias do sul do estado, em áreas de denúncias de violações de direitos fundamentais indígenas.
Conforme a sub-procuradora geral da República, Gilda Pereira de Carvalho, o grupo formado por procuradores e antropólogos esteve em Iguatemi, na aldeia Pyelito Kue, e em Paranhos, na aldeia Arroyo Corá e na comunidade do Rio Y'Poi. Sobre essa comunidade, existe a denúncia de envenenamento ocorrido em 14 de novembro, em que a água ficou cheia de espuma e sem condições de uso. O caso está em investigações na Polícia Federal, porém, foram ouvidos relatos sobre o que aconteceu, com registro de narrativas sobre a coleta de amostra da água no mesmo dia, e da filmagem com a espuma descendo rio abaixo. Segundo o antropólogo Marco Paulo Schettino, atualmente há um poço aberto recentemente que atende precariamente os cerca de duzentos kaiowá guarani do local.
Nas visitações da 6ª CCR, Gilda Pereira disse que todos são recebidos sempre com muita emoção, com dança e canções indígenas, porém, "se vê muito sofrimento e tem gente mais velha com marcas no corpo, inclusive de balas. Os índios de Pyelito Kue querem acesso à estrada porque só conseguem atravessar o rio quando amarram uma corda à outra margem, como suporte de segurança", contou a sub-procuradora. Afirmou que, pela violação de tantos direitos, o grupo atua também em consulta com outros atores sociais ligados ao tema. Inclusive, durante a permanência em MS, há visitas em órgãos representativos do Estado, entre eles, Governadoria, Ministério Público Estadual, Ordem dos Advogados do Brasil-MS, Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul. Afinal é preciso envolver a sociedade, pois "o que os guarani kaiowá sofrem, sem os direitos mais básicos, não há notícia igual ao que acontece em MS. O que já se ouviu de outros estados é ínfimo. É o nível mais avassalador que se pode imaginar", pontuou o procurador da República Emerson Siqueira, atuante na região afetada.
Com relação às interferências sofridas pelos indígenas em suas tradições, Gilda Pereira acredita que a espiritualidade e o modo como eles mostram suas características é muito forte. "O indígena pode até assimilar o modo como vivemos, mas isso é com um ou outro, não um povo inteiro, uma nação. O que a Constituição Federal quer, e não só ela, mas tratados internacionais, é propiciar ao índio a vivência de sua cultura. E se um ou outro índio quiser ser diferente ou assimilar outras culturas, é também o seu direito", exemplificou a representante do MPF, deixando clara qual a fundamentação das análises que faz.
A 6ª CCR atua em favor dos direitos indígenas, das minorias e da população das comunidades tradicionais, permanecendo em MS até o dia 29 de novembro, para então apresentar relatório e recomendações necessárias sobre o tema.
Fotos: MPF
Fonte: COMIRE Oeste 1 / Revista Missões

O gigante da história das missões, São Francisco Xavier



Padre Geovane Saraiva*


A Igreja Católica celebra, agradecida ao bom Deus, neste dia 03 de dezembro, São Francisco Xavier (1506-2006 – 500 anos), considerado o Apóstolo do Oriente, “o gigante da história das missões”. Ele um sonhador, cheio de ambição e vaidade! Homem talentoso e de inteligência privilegiada, que estudou na Universidade de Paris, doutorando-se em 1526. Lá em Paris, logo conheceu Inácio de Loyola, com quem estabeleceu uma sólida e estreita relação de amizade. E foi justamente esta amizade e as conversas constantes, como também uma intensa vida oração, que o transformou por completo, num verdadeiro sonhador e idealista que foi, ao fazer sua opção pelo projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo não à glória do mundo, vaidades e riquezas.

Deus entrou em cheio na sua vida e foi mais forte, através de Inácio de Loyola, estudante muito especial daquela Universidade e seu colega, um recém-convertido, que sonhava formar um grupo de irmãos corajosos para dilatar o Reino de Deus. Aquele que ficou conhecido como o grande mestre dos exercícios espirituais, foi ao encontro do jovem Francisco Xavier, seu conterrâneo e futuro pai espiritual, a fim de ganhá-lo, no seu grande desejo de contribuir na edificação do Reino de Deus.
     
Seus sonhos e projetos eram antagônicos. Contudo, o mestre e fundador da Companhia de Jesus, com fé e confiança, insistentemente, suplicou a Deus Pai, até seduzi-lo. “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?” (Mt 16, 26). A frase do Divino Jesus foi incisiva, penetrando em profundidade, na mente e no coração do jovem Francisco Xavier, dita por Inácio de Loyola, dobrando sua resistência e entregando-se inteiramente a Deus, a ponto de tornar-se o seu maior e mais fiel discípulo e companheiro.

A Índia o esperava, na catequese de crianças e adultos, que sempre em número elevado acorriam para receber os sacramentos. Levou por toda parte por onde passou a mensagem do Evangelho. Visitou Ilhas longínquas, penetrou no Japão, formando lá sólidas comunidades de fé, de tal modo, que sua característica foi o imperativo de Jesus, Mestre e Senhor, concretizada no: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Seu zelo missionário de se consumir pelo Evangelho foi fortíssimo, que num curto espaço de tempo de 10 anos visitou países e catequizou e diversas nações, tornando-se quase impossível imaginar tal mobilidade e façanha nos dias de hoje. Podemos contemplar, aos olhos da fé e agradecidos, seu gigantesco e maravilhoso trabalho!

Antes de morrer, aos 46 anos, no dia 03/12/1552, escreveu a Inácio de Loyola assim: “São muitos os que não se tornam cristãos, simplesmente por falta de evangelizadores e missionários”, tendo na mente o que o Apóstolo Paulo anunciou com grande esperança: “Como poderiam ouvir sem pregador? E como poderiam pregar se não forem enviados?” (Rm 10, 14-15). Queria ir pelas Universidades e por toda parte, gritando como um louco e sacudindo as consciências daqueles que se comportam e agem mais pela razão do que pela fé, clamando: “Como é enorme o número dos que são excluídos do Reino, por vossa culpa!”. Ele era considerado o missionário da China pelo seu ardente desejo e vontade de anunciar o Evangelho aquele povo, chegando a dizer, “se eu não encontrar um barco para ir à China, vou nadando, mas vou”. Foi uma pena não tenha chegado lá.

Agradecemos ao nosso bom Deus, por São Francisco Xavier, no dia de sua páscoa eterna. Ele, criatura de Deus, apaixonado pelo Reino, com uma disposição interior para o trabalho missionário, no seu jeito de viver e testemunhar a fé que professou, ao plantar a semente do Evangelho no Oriente. Que a Igreja, sacramento de salvação, continue corajosamente e com grande sabedoria e ardor, a anunciar o mesmo Evangelho por ele anunciado aos homens hoje, por toda extensão da terra. Deus seja louvado por este irmão querido, considerado maior missionário de todos os tempos.

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), e da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.
Pároco de Santo Afonso

Autor dos livros:                    
“O peregrino da Paz” e “Nascido Para as Coisas Maiores” (centenário de Dom Helder Câmara);
“A Ternura de um Pastor” - 2ª Edição (homenagem ao Cardeal Lorscheider);
“A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso);
"Dom Helder: sonhos e utopias" (o pastor dos empobrecidos).


Desmoronamento de túnel no Japão


por LusaOntem
Bombeiros à entrada do túnel
Bombeiros à entrada do túnelFotografia © Kyodo/ Reuters
Pelo menos cinco automobilistas morreram no interior do túnel de uma autoestrada japonesa que se desmoronou a oeste de Tóquio, no Japão, mas o balanço das vítimas deverá alterar-se durante as operações de socorro, advertem as autoridades.
Os corpos de cinco pessoas foram encontrados carbonizados no interior dos respetivos veículos no túnel de Sasago, indicou a Agência Nacional de Gestão de Incêndios e Catástrofes nacionais, citada pela agência France Prece.
O desmoronamento ocorreu hoje às 08:00 locais (23:00 de sábado em Lisboa), numa parte do túnel de Sasago, a cerca de 80 quilómetros a oeste de Tóquio, segundo a agência Jiji e a televisão pública nipónica NHK.
Cinco horas depois do desmoronamento, as operações de socorro para resgatar os automobilistas presos no interior do túnel foram interrompidas devido ao risco de novo colapso da estrutura, mas entretanto retomadas.
Antes da suspensão das operações de busca, a agência Kyodo citou fontes governamentais indicando que sete pessoas estavam desaparecidas na sequência do desmoronamento.
Segundo os bombeiros, pelo menos dois veículos ficaram esmagados por blocos de betão e um terceiro incendiou-se.

SEM TEMER A CAMINHADA VOU SEGUINDO MEU DESTINO...

SEM TEMER A CAMINHADA
VOU SEGUINDO MEU DESTINO
SEM COMETER DESATINO
VOU AONDE DEUS LEVAR
EU SÓ VOU ME PREOCUPAR
...Continuar lendo
SEM TEMER A CAMINHADA
VOU SEGUINDO MEU DESTINO
SEM COMETER DESATINO
VOU AONDE DEUS LEVAR
EU SÓ VOU ME PREOCUPAR
EM ANDAR SEMPRE NA LUZ
DEUS NÃO ME DARÁ UMA CRUZ
QUE EU NÃO POSSA CARREGAR.

É assim que eu sou e vivo, sou simples e busco na minha fé tocar meu barco confiante de que Deus é Senhor da minha vida a ele devo gratidão por tudo que sou e tudo que tenho, sou homem rico da graça divina e meu maior presente é a família seguido pela grande lista de amigos. E tenho na gratidão a qualidade da qual não abro mão e na filosofia das cinco riquezas que precisa o ser humano na visão do meu homônimo Pedro Sampaio "O Capitão Pedro Sampaio da Serra Branca dos Sertões de Canindé" que diz e enumera na ordem de sua importância e que eu tento imitar que diz:

Primeira:,,,,,,,CRER PARA PODER VIVER
Segunda.......SE INSTRUIR PARA PODER CRESCER
Terceira........TER UM TRABALHO PARA SE MANTER
Quarta.......... UM LUGAR PRA SE ESCONDER
QUINTA.........E UM AMOR PRA SENTIR PRAZER

Eis a filosofia das cinco riqueza,,,...pois sem crer ninguém vive VEGETA, sem instrução não evoluimos, sem trabalho o homem não tem honra...Sem um lar um cantinho para se abrigar a vida vira um relento e sem amor ninguém vive feliz...pois o amor é a felicidade, o amor é o bem maior.

 E a minha filosofia expresso no que ousei chamar de auto-retrato através de estrofes fundamentada no mote: 


ATÉ TRISTEZA, PULA DE ALEGRIA (Auto retrato em mote)
SE CHEGAR AO MEU CORAÇÃO

Vou seguindo nesta vida
Deixando a vida me levar
Sem ter a vida envolvida
Com o que possa macular
Minha vida é sentimento
É conquista a cada momento
Não dou trela a solidão
Ao raiar de cada dia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

Eu me aceito como sou
E amo todo meu ser
Não tolero desamor
Nem antecipo o sofrer
Sempre ouço bom conselho
E no bem sempre me espelho
Vivendo cada emoção
Fugindo da hipocrisia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

Acordo e contemplo o sol
Me ilumino em sua luz
A imensidão do arrebol
É algo que me seduz
O gorjeio do passarinho
Feliz por fazer seu ninho
Traduz tão linda canção
Cantada com muita maestria
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

O que não pode mudar
Ta passivo de aceitação
E o que for pra transformar
Faço com determinação
Nunca fico na agonia
Abomino a letargia
A parceira da depressão
Que é irmã de toda fobia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração



Passo longe não fico perto
Do sujeito pessimista
Pra ele nada dá certo
E na vida nada conquista
É supra sumo da malevolência
Se humilha e pede clemência
Pra nada tem solução
E negativa sua energia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

Com o que tenho sou feliz
Deus me livre da avareza
Vou arraigando minha raiz
Construindo minha riqueza
Em paz com a consciência
Me mantendo com decência
Sem nunca ter ambição
Renegando à economia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

A coisa melhor do mundo
É saber repartir o pão
E sentir a cada segundo
O amor por seu irmão
Eu sou sim de origem pobre
Não me apego a ouro nem cobre
Sou imune a ambição
Eu adoro a democracia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

Na terra construo meu céu
Caminhando dignamente
Se eu provo o doce e o féu
Eu destiguo-os facilmente
É na minha simplicidade
Que eu busco a santidade
Da tão Falada Salvação
Eis a minha filosofia
Até tristeza, pula de alegria
Se chegar ao meu coração

( Pedro Sampaio )

Carmem Rodrigues compartilhou


  • Mara Castro
    Mara Castro

FM Dom Bosco: Jocasta Pimentel adicionou

uma nova foto.
Foto

Dep Antonio Carlos compartilhou a foto de desafinado

Foto

‎''Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.''


Dalai Lama —
''Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.''

@[339188887615:274:Dalai Lama] —


Apple anuncia venda de iPhone 5 no Brasil



http://bit.ly/11GF1Cl
Apple anuncia venda de iPhone 5 no Brasil
http://bit.ly/11GF1Cl

DOM ALOÍSIO LORSCHEIDER: Bento XVI elogia dedicação



26.12.2007
Recordação
Clique para Ampliar
O velório de dom Aloísio Lorscheider continua até as 18 horas de hoje na nave central da Catedral Metropolitana de Porto Alegre. Após a missa, o corpo será transladado para o município de Imigrantes, onde será sepultado no cemitério dos franciscanos
AGÊNCIA RBS
Clique para Ampliar
Dom Aldo Pagotto relembrou a importância de dom Aloísio na defesa dos mais carentes
SILVANA TARELHO
Clique para Ampliar
Padre Gilson Soares participará da comitiva oficial que está se deslocando a Porto Alegre
FRANCISCO VIANA
O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, presidirá a missa das exéquias, representando o papa


Porto Alegre. O papa Bento XVI enviou uma mensagem de pêsames pela morte de dom Aloísio Lorscheider, no último domingo, de falência múltipla dos órgãos, de quem destacou sua “constante e generosa dedicação” à Igreja.

Após receber com “tristeza” a notícia, Bento XVI enviou duas mensagens, uma ao arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, e outra ao ministro-geral da Ordem dos Frades Menores - entidade à qual o brasileiro pertencia -, o espanhol José Rodríguez Carballo.

Nos telegramas, o papa lembra a “generosa e constante dedicação” de Lorscheider nos diferentes cargos que teve em sua vida, entre eles arcebispo de Fortaleza e de Aparecida e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

Velório

Cerca de 250 pessoas assinaram o livro de presenças, no velório do cardeal dom Aloísio, na Cripta da Catedral Metropolitana de Porto Alegre. O ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) (1971-1978) e arcebispo emérito de Aparecida (SP) foi homenageado por familiares, religiosos e leigos ligados à Igreja Católica e também por políticos de diversas tendências.

Uma das seis coroas de flores, colocadas no salão, foi enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa, com a mensagem “Com carinho e reconhecimento”.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, presidirá a missa das exéquias do cardeal dom Aloísio hoje, às 18h, na Catedral de Porto Alegre. Pela manhã, às 9h30,, o bispo de Uruguaiana (RS), dom Aloísio Dilli, franciscano, também preside uma missa com a participação da família franciscana à qual pertencia o cardeal Lorscheider.

Segundo o secretário do Regional Sul 3 da CNBB, padre Tarcísio Rech, dom Odilo representará o papa Bento XVI nas exéquias do cardeal. Também confirmaram presença para essa missa o Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri; o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, e o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, além de inúmeros outros bispos e autoridades.

Após a missa, ainda na quarta-feira, o corpo de dom Aloísio será transladado para o município de Imigrantes e será velado na igreja da comunidade de Daltro Filho, próximo ao Convento dos Franciscanos.

O sepultamento de dom Aloísio Lorscheider está previsto para acontecer às 17 horas de quinta-feira no cemitério dos franciscanos, ao lado do Seminário São Boaventura, onde ele, ainda com o nome recebido no batismo de Leo Arlindo Lorscheider, iniciou seus estudos religiosos, na década de 40 do século passado.
ÚLTIMAS HOMENAGENS

Era um baluarte da fé, diz dom Aldo

João Pessoa. O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Cillo Pagotto, destacou em nota oficial o trabalho de dom Aloísio Lorscheider para a Igreja no Brasil, ´Venho em nome do povo paraibano, através da Arquidiocese da Paraíba, exprimir a nossa gratidão ao Senhor da Vida, por tê-lo consagrado durante toda a sua existência terrena, como um baluarte da fé, defensor dos direitos de Deus e dos direitos humanos. Dom Aloísio dizia: ´Fiquem sempre do lado do Evangelho para ficar, de fato, ao lado do povo´.

Já o arcebispo de Florianópolis, dom Murilo Krieger, observou que há os que destacam a atuação de dom Aloísio à frente da Diocese de Santo Ângelo (RS); ´outros, seus trabalhos numa das maiores dioceses do Brasil: Fortaleza (CE); não poucos chamam a atenção para suas iniciativas em Aparecida (SP), quando deu novo impulso à vida religiosa do maior centro mariano do país´.

Destaca ainda que há os que lembram sua atuação à frente da CNBB, como presidente, em anos difíceis, delicados, em que sua voz, que era a da Igreja, ressoava com firmeza, clareza e coragem. ´ De minha parte, quero destacar duas facetas da rica personalidade desse Cardeal: em primeiro lugar, sua ligação com a própria família. Quando eu era Arcebispo de Maringá, costumava ser convidado por uma de suas irmãs, que lá reside, “para um almoço com dom Aloísio”. Com ela o Cardeal passava anualmente uma parte de suas férias. Eu ficava admirado ao ver que nem a distância geográfica nem o tempo haviam apagado seu carinho para com seus irmãos, cunhados e sobrinhos – ao contrário, parecia até que viviam sempre juntos, na mesma casa, onde ele exercia o papel de “irmão mais velho”.

´Destaco, também, suas exposições teológicas nas assembléias anuais da CNBB – exposições esperadas por todos, pois sabia-se que seria apresentada uma síntese atualizada dos caminhos da Teologia no Brasil e no mundo, dos desafios enfrentados pela Igreja e dos apelos que a realidade nos estava fazendo´.

Dom Murilo diz que em tudo e sempre, o que se destacava no cardeal dom Aloísio eram sua simplicidade, sua amabilidade e o direcionamento de sua vida. ´Percebia-se que tinha uma paixão que alimentava seus passos e dava renovada força a seu coração, fisicamente tão frágil: a paixão por Jesus Cristo. dom Aloísio partiu para a casa do Pai; deixou-nos, contudo, o testemunho de uma vida que está muito sintetizada na famosa frase do apóstolo Paulo: ´Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!´, concluiu.

A Arquidiocese de Belo Horizonte também divulgou nota destacando que em vida, com enorme sabedoria e dedicação, ele tornou-se um exemplo e referência para todo o episcopado do Brasil. ´Às vésperas do Natal, festa da vida e do amor, ele ouve o chamado do Redentor: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor” .
REPRESENTAÇÃO

Comitiva cearense participa de celebração

A Arquidiocese de Fortaleza enviará uma comitiva oficial para a missa de corpo presente que acontecerá hoje na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, onde está sendo velado o corpo de dom Aloísio Lorscheider.

O grupo é formado pelo Padre Gilson Soares, dom Edmilson Cruz (bispo emérito de Limoeiro do Norte), Padre Evaristo Marcos, Padre Raimundo Nonato Oliveira Neto e a irmã Maria Bernadete de Paiva.

Segundo o padre Gilson Soares, o arcebispo de Fortaleza, dom José Aparecido Tosi Marques não poderá acompanhar do grupo, pois estará participando hoje da ordenação de diáconos na Catedral.

A comitiva, segundo Soares, não se deslocará até a localidade de Daltro Filho para o sepultamento, devido as dificuldades de acesso para o grupo, devendo o mesmo retornar a fortaleza na quinta-feira.

Padre Gilson Soares, que atuou como coordenador das pastorais da Arquidiocese de Fortaleza, quando dom Aloísio era ascebispo da capital cearense, disse que ele foi uma referência não só nacional, mas internacional, ´particularmente sempre o vi como um incentivador, que sempre esteve ao lado do povo sofrido. Para nós padres, ele foi mais que um pai, foi uma mãe, que sempre nos acolheu, quando mais precisávamos, ´ comentou.

Destaca ainda o religioso, o trabalho de dom Aloísio junto aos leigos, possibilitando a formação de vários grupos e comunidades, dentro de uma estratatégia do protagonismo leigo que defendia em todo Brasil. ´Na sua época, a Arquidiocese de Fortaleza foi dividida em seis regiões episcopais, o que facilitou o trabalho das pastorais e ampliou a participação dos leigos´, concluiu.