sábado, 10 de novembro de 2012

Aquele que perdoa e aquele que recebe ...


Mônica Machado compartilhou a foto de Ecclesia Una.
PERDÃO
«Um perdão verdadeiro é algo em tudo diferente dum débil deixa-andar. O perdão está carregado de pretensão e exige ambos, aquele que perdoa e aquele que recebe o perdão com todo o seu ser. Um Jesus que tudo aprova é um Jesus sem a cruz para curar o homem. E efectivamente a cruz é cada mais excluída da teologia e falsamente interpretada como uma aventura desagradável ou como um assunto meramente político»

(Olhar para Cristo – Joseph Ratzinger)
«Um perdão verdadeiro é algo em tudo diferente dum débil deixa-andar. O perdão está carregado de pretensão e exige ambos, aquele que perdoa e aquele que recebe ...

Semana da Arte Moderna - de 11 a 17 de fevereiro de 1922

03.jpg (65799 bytes)Um dos cartazes da «Semana», satirizando os
grandes nomes da música, da literatura e da pintura

Sacudindo as estruturas
da arte tupiniquim
     A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
     Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
     A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
Independência e sorte
     Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.
     Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.
     Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
     Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
Um grupo importante
de renovadores
     De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;
     Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
     Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
      Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.

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Primeira foto:
Da esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger
Segunda foto:
Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.
Por ocasião da «Semana», Tarsila se achava em París e, por esse motivo, não participou do evento
.
Uma cidade na medida
certa para o evento
     São Paulo dos anos 20 era a cidade que melhor apresentava condições para a realização de tal evento. Tratava-se de uma próspera cidade, que recebia grande número de imigrantes europeus e modernizava-se rapidamente, com a implantação de indústrias e reurbanização.
     Era, enfim, uma cidade favorável a ser transformada num centro cultural da época, abrigando vários jovens artistas.
     Ao contrário, o Rio de Janeiro, outro polo artístico, se achava impregnado pelas idéias da Escola Nacional de Belas-Artes, que, por muitos anos ainda, defenderia, com unhas e dentes, o academicismo.
     Claro que existiam no Rio artistas dispostos a renovar, mas o ambiente não lhes era propício, sendo-lhes mais fácil aderir a um movimento que partisse da capital paulista.
Os primórdios da arte
moderna no Brasil
     Em 1913, estivera no Brasil, vindo da Alemanha, o pintor Lasar Segall. Realizou uma exposição em São Paulo e outra em Campinas, ambas recebidas com uma fria polidez. Desanimado, Segall seguiu de volta à Alemanha, só retornando ao Brasil dez anos depois, quando os ventos sopravam mais a favor.
     A exposição de Anita Malfatti em 1917, recém chegada dos Estados Unidos e da Europa, foi outro   marco para o Modernismo brasileiro.
     Todavia, as obras da pintora, então afinadas com as tendências vanguardistas do exterior, chocaram grande parte do público, causando violentas reações da crítica conservadora.
     A exposição, entretanto, marcou o início de uma luta, reunindo ao redor dela jovens despertos para uma necessidade de renovação da arte brasileira.
     Além disso, traços dos ideais que a Semana propunha já podiam ser notados em trabalhos de artistas que dela participaram (além de outros que foram excluídos do evento).
     Desde a exposição de Malfatti, havia dado tempo para que os artistas de pensamentos semelhantes se agrupassem.
     Em 1920, por exemplo, Oswald de Andrade já falava de amplas manifestações de ruptura, com debates abertos.


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Capa de
Di Cavalcanti
para o
Catálogo da
Exposição
Revolução em marcha
     Entretanto, parece ter cabido a Di Cavalcanti a sugestão de "uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana."
     Artistas e intelectuais de São Paulo, com Di Cavalcanti, e do Rio de Janeiro, tendo Graça Aranha à frente, organizavam a Semana, prevista para se realizar em fevereiro de 1922.
     Uma exposição de artes plásticas - organizada por Di Cavalcanti e Rubens Borba de Morais, com a colaboração de Ronald de Carvalho, no Rio - acompanharia as demais atividades previstas.
     Graça Aranha, sob aplausos e vaias abriu o evento, com sua conferência inaugural "A Emoção Estética na Arte Moderna".
     Anunciava "coleções de disparates" como "aquele Gênio supliciado, aquele homem amarelo, aquele carnaval alucinante, aquela paisagem invertida" (temas da exposição plástica da semana), além de "uma poesia liberta, uma música extravagante, mas transcendente" que iriam "revoltar aqueles que reagem movidos pelas forças do Passado."
     Em 1922, o escritor Graça Aranha (1868-1931) aderiu abertamente à Semana da Arte Moderna, criando uma cisão na quase monolítica Academia Brasileira de Letras e gerando nela uma polêmica como há muito tempo não se via.
     Dois grupos de imortais se engalfinhavam, um deles liderado por Graça Aranha, que pretendia romper com o passado. O outro, mais sedimentado na velha estrutura, tinha como seu líder o escritor Coelho Neto (1864-1934). Os dois nordestinos, os dois maranhenses, os dois com uma força tremenda junto a seus pares. Eram conterrâneos ilustres, que agora não se entendiam, e que pretendiam levar suas posições até as últimas conseqüências.
      Então, numa histórica sessão da Academia, no ano de 1924, deu-se o confronto fatal. Após discursos inflamados e uma discussão áspera entre ambos, diante de uma platéia numerosa, um grupo de jovens carregou Coelho Neto nas costas, enquanto outro grupo fazia o mesmo com Graça Aranha. (Paulo Victorino, em "Cícero Dias")
     Mário de Andrade, com suas conferências, leituras de poemas e publicações em jornais foi uma das personalidades mais ativas da Semana.
     Oswald de Andrade talvez fosse um dos artistas que melhor representavam o clima de ruptura que o evento procurava criar.
     Manuel Bandeira, mesmo distante, provocou inúmeras reações de agrado e de ódio devido a seu poema "Os Sapos", que fazia uma sátira do Parnasianismo, poema esse que foi lido durante o evento.

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Um dos cartazes colocados no
Teatro Municipal de São Paulo,
anunciando a Semana de Arte Moderna
.
A imprensa, controlada,
ignorou o "escândalo"
     Entretanto, acredita-se que a Semana de Arte Moderna não tenha tido originalmente o alcance e amplitude que posteriormente foram atribuídos ao evento.
     A exposição de arte, por exemplo, parece não ter sido coberta pela imprensa da época. Somente teve nota publicada por participantes da Semana que trabalhavam em jornais como Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Graça Aranha (justamente os três conferencistas, cujas idéias causaram grande alarde na imprensa).
     Yan de Almeida Prado, em 72, chegou mesmo a declarar que" a Semana de Arte Moderna pouca ou nenhuma ação desenvolveu no mundo das artes e da literatura", atribuindo a fama dos sete dias aos esforços de Mário e Oswald de Andrade.
Bem intencionados,
mas ainda confusos
     Além disso, discute-se o "modernismo" das obras de artes plásticas, por exemplo, que apresentavam várias tendências distintas e talvez não tivessem tantos elementos de ruptura quanto seus autores e os idealizadores da Semana pretendiam.
     Houve ainda bastante confusão estilística e estrangeirismos contrários aos ideais da amostra, como demonstram títulos como "Sapho", de Brecheret, "Café Turco", de Di Cavalcanti, "Natureza Dadaísta", de Ferrignac, "Impressão Divisionista", de Malfatti ou "Cubismo" de Vicente do Rego Monteiro.
A dispersão
     Logo após a realização da Semana, alguns artistas fundamentais que dela participaram acabam voltando para a Europa (ou indo lá pela primeira vez, no caso de Di Cavalcanti), dificultando a continuidade do processo que se iniciara.
     Por outro lado, outros artistas igualmente importantes chegavam após estudos no continente, como Tarsila do Amaral, um dos grandes pilares do Modernismo Brasileiro.
     Não resta dúvida, porem, que a Semana integrou grandes personalidades da cultura na época e pode ser considerada importante marco do Modernismo Brasileiro, com sua intenção nitidamente anti-acadêmica e introdução do país nas questões do século.
     A própria tentativa de estabelecer uma arte brasileira, livre da mera repetição de fórmulas européias foi de extrema importância para a cultura nacional e a iniciativa da Semana, uma das pioneiras nesse sentido.
Leia também: "Uma foto e uma Semana", de Carlos Heitor Cony

Defendo uma escola pública de qualidade...



O governo brasileiro assina outro atestado de incompetência com o sistema de cotas para a entrada nas universidades. Como educadora, não sou a favor dessa lógica do "passa na frente porque não teve igualdade de condições". Sou a favor da formação, da preparação em igualdade de condições. Defendo uma escola pública de qualidade e um processo seletivo digno para a entrada nas Universidades públicas. Nossa educação está errada desde é base... não é com a assinatura dessa lei que vamos melhorar, ao contrário, vamos continuar mascarando a situação precária das escolas do governo. Olhem só a diferença da seleção de vagas para as Universidades americanas para nosso modelo!

 
Saiba como funciona a seleção para vagas nas universidades americanas
 g1.globo.com
Vestibular dos Estados Unidos é chamado de 'application'. Admissão depende de boas notas e história de vida, entre outros fatores.

2 comentários:

  1. Obrigada, Padre Geovane Saraiva! Conheço a realidade da escola pública, sou professora, e vejo essa lei como uma mascaramento, uma tentativa de compensar os alunos pela educação que não lhes é dada de verdade, mas na base do faz-de-conta. Eles entram despreparados na universidade e lá vão ser excluídos eu evadirem. As exceções existem, mas são mínimas.
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  2. Só uma correção: Nossa educação está errada desde a base... e não: Nossa educação está errada desde é base...

Só descansando


Bienal: Atestado de incompetência


Minha impressões sobre essa Bienal do Livro: Um belo pacote, com pouca coisa de valor dentro. 4 ou 5 livrarias de qualidade... o resto é refugo. Salvam-se algumas palestras, alguns encontros, alguns bate-papos. Acho que a Secretaria de Cultura é a pasta mais pedida desse governo... colocar a curadoria de uma Bienal na mão de um militar é atestado de incompetência.

Assim ensinava e vivia Dom Luciano Mendes de Almeida



Julio Lancellotti compartilhou a foto de Malu Backes.
assim ensinava e vivia D.Luciano

Pe. Julio Lancellotti compartilhou



Em Dom Luciano o humanismo transbordou


Padre Geovane Saraiva*
Dom Luciano Mendes de Almeida, grande homem de Deus, no qual o humanismo transbordou, por muitos anos bispo auxiliar de São Paulo, Secretário Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por dois mandatos consecutivos, Arcebispo de Mariana – MG., deixou este mundo no dia 27 de agosto de 2006, coincidentemente, na festa de Santa Mônica, a mãe forte, por sua resistência, lágrimas e orações, conseguindo a conversão do filho Agostinho, um dos maiores Santos da Igreja e da própria humanidade, e no sétimo aniversário de morte de Dom Helder Pessoa Câmara, o homem dos grandes sonhos e nascido para as coisas mais elevadas, homem das viagens e cidadão do Mundo…
Dom Luciano soube viver e amar em profundidade o dom precioso da vida,  acolhendo o Filho de Deus como aquele que revelou o rosto amoroso e o enviado do Pai e como aquele que veio do alto. “Em Cristo Deus quis habitar com toda sua plenitude” (Col 1, 19). Esforçou-se para que esse mistério chegasse a todos, especialmente aos empobrecidos e rejeitados da sociedade, em nossos tempos…
Ele foi ao encontro da proposta do Filho de Deus, espalhando bondade, por onde passou, com o seu jeito simples de viver, acreditando na força transformadora da Palavra de Deus e da Eucaristia – acolhendo Jesus: “Pão da vida, pão descido do céu” (Jo 6, 34). “A Eucaristia é mensagem de comunhão fraterna, não só enquanto nos ajuda a vencer o egoísmo e partilhar o pão e também quando elimina o rancor e o dinamismo de vingança, mas enquanto consegue superar mágoas e ressentimentos e aproximar os distantes…” (Conferência de Dom Luciano, 15º Congresso Eucarístico Nacional – Florianópolis – SC).
Ele, uma preciosidade, com o seu modo santo de viver, tinha o céu ao seu redor. Mas mesmo assim ele queria ver o céu. Um dia ele decidiu: “Há um tempo queria muito ver o céu, saber como é lá. Um dia subi no céu. Não pensei que fosse tão bonito assim, fiquei contente com tanta música, pessoas dançando na presença de Deus. Mas, de repente, percebi que eu estava escondido atrás de uma árvore. Descobri que o céu é ver os outros felizes”.
Dom Moacyr Grechi, ao iniciar o retiro do clero de Fortaleza, disse: “Queria também invocar Dom Luciano Mendes, que tenho com “santo”. Eu fiz esta experiência: Iniciando a Conferência de Aparecida eu rezei a Dom Luciano dizendo: em Puebla o senhor muito ajudou a dar aquele tom evangelizador, que marcou a nossa pastoral; em santo Domingo, se não fosse a sua presença, com sua doçura e inteligência, talvez tivéssemos voltado para casa, sem nenhum Documento Pastoral. Eu quero a sua ajuda também nesta Conferência de Aparecida. Depois que eu rezei, mudei completamente por dentro: de desanimado que estava, resolvi enfrentar a Conferência com empenho, marcando presença em todas as reuniões, compreendendo que era à hora de Deus e que não deveria deixar passar em vão. Quero que Dom Luciano interceda por nós nestes dias do retiro do clero de Fortaleza”.
Dom Luciano, subindo ao céu, optou em primeiro lugar pela vida, em especial a vida dos empobrecidos, comprometida e indefesa. Que seu testemunho nos encoraje e nos estimule na nossa escolha e seguimento de Jesus de Nazaré, acolhendo-o com generosidade.
Deus seja louvado, amado e glorificado por esse homem que só soube fazer o bem. O amor nele cresceu e se fez dom, vivendo não para si, mas para Deus e para os irmãos e irmãs.
* Pe. Geovane Saraiva, padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), e da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.
Pároco de Santo Afonso
Autor dos livros:
“O peregrino da Paz” e “Nascido Para as Coisas Maiores” (centenário de Dom Helder Câmara).
“A Ternura de um Pastor”, já 2ª edição (homenagem ao Cardeal Lorscheider)
“A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso)
“Dom Helder: Sonhos e Utopias” (o pastor dos empobrecidos)

Amizade entre pai e filho!


Amizade entre pai e filho!
Não espere que seu filho cresça para começar a pensar em se tornar amigo dele. Faça tudo que tenha que fazer para conquistar a amizade dele desde o nascimento.
Não espere que seu filho cresça para começar a pensar em se tornar amigo dele. Faça tudo que tenha que fazer para conquistar a amizade dele desde o nascimento.

COCÓ : VERDE QUE TE QUERO VERDE.

Foto: Vejam o que diz o arquiteto José Sales sobre desenho da bacia hidrografica do Cocó, em formato de meia lua, é quem canaliza os ventos alíseos que vem do Sudeste, do Oceano Atlantico sobre a nossa cidade...e nos dão está agradabilidade de ventilação e climática........ Ainda segundo José Sales,  60% do Municipio de Fortaleza está sob a influencia da Bacia Hidrografica do Cocó........
Samuel Braga compartilhou a foto de Iran Ribeiro.
Vejam o que diz o arquiteto José Sales sobre desenho da bacia hidrografica do Cocó, em formato de meia lua, é quem canaliza os ventos alíseos que vem do Sudeste, do Oceano Atlantico sobre a nossa cidade...e nos dão está agradabilidade de ventilação e climática........ Ainda segundo José Sales, 60% do Municipio de Fortaleza está sob a influencia da Bacia Hidrografica do Cocó........

"Vem Espirito Santo, vem encha-nos...


VÍDEO: Forte clamor no Congresso das Novas Comunidades aqui na sede da Canção Nova "Vem Espirito Santo, vem encha-nos, vem sela-nos Senhor!"
http://yfrog.com/0l4m0fstfqwizyaebqhscbiwz …
VÍDEO: Forte clamor no Congresso das Novas Comunidades aqui na sede da Canção Nova "Vem Espirito Santo, vem encha-nos, vem sela-nos Senhor!" 
http://yfrog.com/0l4m0fstfqwizyaebqhscbiwz …

Serão homenageados na X Bienal Internacional do Livro do Ceará


   Wole Soyinka (Nigéria) – Dramaturgo nigeriano, agraciado com o Nobel de Literatura de 1986.
   Rafael Sânzio de Azevedo (Ceará) – Poeta, ficcionista e ensaísta. Doutor em Letras pela UFRJ, com tese sobre A Padaria Espiritual e o Simbolismo no Ceará, Sânzio de Azevedo ingressou na Academia Cearense de Letras em 1973, passando a ocupar a Cadeira no.1 , que tem como patrono Adolfo Caminha.
   
José Cortez (Rio Grande do Norte) – Dono da Cortez Editora, criada há três décadas, José Xavier Cortez, é um ex-lavrador que se tornou um dos principais editores do Brasil.
  Francisca Clotilde (Ceará): Contemporânea da Padaria Espiritual,  escritora, professora, jornalista, abolicionista, foi pioneira na literatura cearense, tendo integrado o Clube Literário e promovido a inserção da mulher na literatura brasileira.

I would have chosen a shark, but you can totally pull this off.



Happy first Halloween @bethanyjoy12!

Música sacra é um instrumento de fé e pode ajudar Nova Evangelização


Bento XVI

Cidade do Vaticano, 10 nov 2012 (Ecclesia) – Bento XVI considerou esta manhã que a música sacra não é um elemento decorativo ou acessório, mas é “a própria liturgia”, sendo por isso um instrumento de fé.
O Papa recebeu cerca de seis mil participantes do Encontro promovido pela Associação Italiana Santa Cecília, que este domingo vão atuar na Basílica de São Pedro, na celebração presidida pelo Cardeal-arcipreste Angelo Comastri.
Para Bento XVI a música sacra pode favorecer a fé e cooperar com a Nova Evangelização.
“Quantos não foram tocados, no profundo das suas almas, ao ouvir música sacra”, considerou o Papa para quem o canto ajuda a “conferir à recitação dos salmos uma maior força comunicativa”.
No seu discurso aos participantes no encontro na sala Paulo VI, Bento XVI fez votos para que a música litúrgica “tenda sempre mais ao alto, para louvar dignamente o Senhor e mostrar que a Igreja é o lugar onde a beleza «é de casa»”.
LS

Só haverá Estado Social se sociedade for solidária


Universalidade de direitos não é sinónima de gratuidade universal, considera padre Lino Maia

D.R.
Lisboa, 09 nov 2012 (Ecclesia) – O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) afirmou esta quinta-feira em Lisboa que “só haverá Estado Social com sociedade solidária”.
“Defendemos inequivocamente o Estado Social e por ele nos temos batido e, responsavelmente, continuaremos a bater-nos”, afirmou o padre Lino Maia na cerimónia de assinatura do protocolo entre o Executivo e a União das Misericórdias Portuguesas, União das Mutualidades Portuguesas e CNIS.
O responsável sublinhou os “sinais irreversíveis” que o acordo para 2013 e 2014 aponta “para o próximo e futuro devir na cooperação” e expressou a sua satisfação pelo facto de a assinatura ter ocorrido antes da conclusão do processo do Orçamento de Estado.
“Sendo o protocolo o instrumento norteador da Cooperação, a primeira nota que gostaria de destacar é exatamente esta: o Governo e os líderes do Setor Solidário, inequivocamente, confirmam um rumo solidário para o país”, orientação que “diferencia positivamente” Portugal no contexto da Europa, afirmou.
O documento rege as linhas principais da relação entre o Estado e mais de 3000 instituições, compreendendo serviços como creches, lares para idosos, infância e juventude, centros de acolhimento para crianças em risco, cantinas sociais e apoio a deficientes.
Na cerimónia realizada na residência oficial do primeiro-ministro, o responsável saudou a “coligação solidária” entre as instituições de apoio social e o Governo, caracterizada pelo “permanente diálogo e permanente procura das melhores vias” no “difícil” ano de 2012.
“As vias de salvação do Estado Social – e de um Estado Social mais justo – passam necessariamente pelo criativo testemunho de como o global não pode diluir o particular nem o particular diluir o coletivo e de como a solidariedade e a subsidiariedade, cruzando-se, mutuamente se requerem”, salientou.
Para o padre Lino Maia a “universalidade de direitos não é necessariamente sinónima de gratuidade universal”, pelo que “talvez” se adeque melhor com a “comparticipação moderada e adequada”.
O dirigente sintetizou as bases de funcionamento da cooperação entre o Executivo e as instituições de solidariedade: “Em sintonia com a comunidade, o Estado define uma Carta de Direitos Sociais, afeta recursos disponíveis, assegura uma justiça redistributiva – enquanto a comunidade, moderada e adequadamente, se envolve”.
O Setor Solidário que funciona desta forma é aquele que “melhor enfrenta os desafios e que é encarado como a melhor almofada social”, envolvendo “uma larga percentagem” da população, sustentou.
O discurso incluiu um elogio ao “sentido patriótico” de Pedro Passos Coelho, do ministro da tutela, Pedro Mota Soares, e do secretário de Estado da Solidariedade, Marco António Costa, presentes na cerimónia.
O ministro afirmou que em 2012 o Governo aumentou a verba dos acordos de cooperação em 1,3% e planeia fazer o mesmo em 2013, o que representa o aumento de mais 30 milhões de euros, refere o site do ministério.
A convenção prevê também o aumento de 475 para 700 euros da comparticipação mínima do Estado nos Centros de Acolhimento Temporário e Lares de Infância e Juventude.
As instituições passam a poder gerir as verbas provenientes do Estado de acordo com todas as suas valências, deixando de estar limitadas a aplicar os recursos em programas específicos.
RJM

A I Jornada de Pastoral da Deficiência


Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência quer recolher experiências, refletir práticas e promover a partilha teológica com vista à integração

D.R.
Lisboa, 10 nov 2012 (Ecclesia) – A I Jornada de Pastoral da Deficiência, que encerra hoje na Universidade Católica Portuguesa, é um “marco” no serviço de ação pastoral social em Portugal, e já permitiu abrir caminho para que outras dioceses acolham semelhante iniciativa.
O Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência (SPPD), criado em 2010 pela Conferência Episcopal Portuguesa, tem como missão “recolher experiências”, “refletir práticas” e promover a reflexão e “partilha teológica”, concretiza uma das responsáveis pelo Serviço, Isabel Vale.
Dedicada ao tema «Um tesouro a descobrir», a I Jornada quis abrir espaço à “reflexão” mas também “partilhar testemunhos e garantir a plena participação das pessoas com deficiências e suas famílias”.
Isabel Vale frisa a importância de as pessoas com deficiência “terem a sua voz”, serem os próprios atores no processo de integração na Igreja e darem testemunho do que já se faz.
“É difícil mas há realidades muito interessantes e dispersas que carecem de ser congregadas e conhecidas”, sustenta.
No painel desta manhã o sacerdote José Tolentino Mendonça questionou os participantes sobre a visão que os cristãos têm de Jesus a partir do contato com as pessoas com deficiência.
“Talvez não víssemos Jesus como o vemos se não fosse a relação que ele estabelece com as elas”, pois, concretizou o diretor da pastoral da Cultura “as pessoas com deficiência vão mais longe na procura de Jesus”.
Dois testemunhos práticos preencheram o restante painel: Fernando Magalhães, diácono permanente na diocese de Lisboa, partilhou a sua experiência como pai de uma pessoa com deficiência mental e o padre Mário Silva, pároco em Barcarena, acompanhado de um acólico e de uma cantora da sua paróquia, Luís e Marina, mostrou como as pessoas com deficiência são acolhidas na liturgia.
Isabel Vale assume que o SPPD tem “um grande caminho a percorrer”, mas que estão disponíveis para “acolher propostas para divulgação, a par de pedidos de ajuda que devem chegar a partir das comunidades locais”, onde as situações decorrem “tendo em conta as suas características”.
 “Há um trabalho a fazer de conhecimento, de partilha e troca de experiências, de reflexão nas diversas dioceses para que haja abertura às pessoas com deficiência.
Segundo Isabel Vale os bispos estão a acolher esta proposta possibilitando que as comunidades locais “tomem conhecimento do que já existe e possam adequar à sua realidade”.
A diocese de Évora, em parceria com o Instituto Superior de Teologia e a catequese local, tem já encontro marcado a 16 de fevereiro de 2013.
LS